Eu te abandono. Pela primeira vez, te deixo ir. Te liberto do meu sentimento: do amor e do ódio que já senti em igual intensidade. Me liberto do bem ou do mal que você poderia me fazer, de sua falta ou da sua presença. Não sinto vontade de saber o que teria sido e nem vontade de entender porque não foi. Sem saber se existiria outra chance e sem querer saber – pode ir. Não está mais preso nem em pensamento. Não guardarei suas fotos, seus emails, suas cartas. Não contarei nossa história e não falarei mais teu nome.
Como eu nunca tinha feito: desamarro você de mim.
Escrito por Mel às 17h08
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Ele não vai me conhecer. Não vai conhecer o cheiro do meu cabelo, não vai conhecer os apelidos bregas que eu invento. Não vai conhecer a minha pantufa de joaninha, não vai conhecer a cor da cortina do meu quarto.
Ele não vai me encontrar. Não vai encontrar fotos, cartas nem bilhetes meus. Não vai encontrar meu chocolate escondido na gaveta.
Ele não vai me entender. Não vai entender quando eu choro de rir, nem a minha mania de levantar da cama e fazer o sinal da cruz.
Ele não vai se apaixonar. Não vai fazer cócegas, nem deitar no colo. Não vai comer mingau quando tiver com dor de garganta e nem ganhar presente no dia dos namorados.
Isso. Já me decidi. Não vou permitir envolvimento, sentimento e possíveis perdas. Rá – Faz me rir. Conta outra Mel.
Escrito por Mel às 12h23
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